9 Feb 2010
Grande Reportagem
Grande Reportagem – “A Febre do Poker”
Não tinha idealizado um primeiro post como este e tinha algo de muito diferente preparado, mas, infelizmente, as circunstâncias assim o proporcionaram. Passaram 12 horas após a grande reportagem da SIC de ontem e desde essa altura já vi uma telenovela com a minha “mais-que-tudo”, já estive ao telefone a ouvir um sermão da minha mãe, já vi uma reportagem sobre a II Grande Guerra, já fiz uma boa sessão de cash, estive a acompanhar um jogo da NBA e já dormi umas (poucas) horas entre os períodos de assistência à minha bebé doente, mas o sentimento de decepção pelo que vi e ouvi continua o mesmo.
O meu primeiro contacto com a SIC
Sou de uma aldeia da Beira Alta. Uma aldeia de gente simples e humilde que vive o dia pelo dia. Nessa minha pequena, pacata e feliz aldeia vive um rapaz especial, ao qual a natureza não poupou o infortúnio e dotou de uma deficiência profunda caracterizada pela falta de autonomia e uma agressividade excessiva. Esse rapaz, filho de gente humilde e boa, apesar de ter todo o amor e dedicação por parte dos pais, necessita também de cuidados e atenção permanentes, algo que se torna muito complicado para gente que vive do que a terra dá e que resume o seu nível de educação no máximo a um par de anos na escola primária. Por isso, e porque nestas aldeias reina mormente a genuína solidariedade, a população aliou-se aos irmãos do rapaz, aos quais não valeram os esforços para tentar encontrar o local apropriado devido ou à falta de preparação das instituições ou à sua lotação, e chamaram lá a televisão na esperança que isso ajudasse a resolver o drama. Foi nesse contexto que chegou uma equipa de reportagem da SIC à minha terra.
No sentido de proporcionar segurança aos visitantes, o “selvagem” rapaz foi preso, como se pôde, na humilde casa com poucas condições, e o repórter iniciou o seu trabalho. A ideia era de facto passar a imagem de que aquele rapaz não tinha ali as condições que o seu estado específico necessitava, mas o que saiu na peça foi algo que revoltou toda a gente que conhecia a realidade. Sugeriu-se que os humildes idosos, pais do rapaz, praticavam maus tratos através de imagens cuidadosamente escolhidas (como quando a mãe empurrava o filho para que este se afastasse do repórter) e foi filmada a urina no chão para dar um ar mais escandaloso. Completamente desenquadrada do contexto, a peça provocou a indignação das gentes e não foi com surpresa que, passado um par de anos, vi a minha terra a aparecer pela segunda vez na SIC, desta vez quase a agredirem os jornalistas que ali se tinham deslocado por ocasião de um festival de folclore. Este episódio aconteceu nos inícios da estação de televisão e passou muito tempo, mas a memória das pessoas não é curta e é bom que quando a SIC quiser lá voltar, prepare bem o terreno.
Má intenção
Este episódio surgiu-me à lembrança após a reportagem de ontem. Tal como nesse caso, estou convencido que os repórteres conheciam a realidade sobre o alvo da peça que montaram, mas passaram uma outra ideia e estou convencido que foram mal intencionados em prol do aumento de audiências. Esta minha opinião é fundamentada nas conversas que mantive com os repórteres durante a minha estadia nas Bahamas. Conheciam vários ângulos do mundo do poker e o repórter de imagem até confessou que se divertia bastante a jogar, mas apenas apresentaram uma perspectiva demasiado negra. Na minha opinião até houve coisas boas na reportagem. Mesmo chamar a atenção para os perigos que o jogo encerra é algo de muito positivo, mas não se pode apresentar apenas o lado negro da questão, isso não me parece jornalismo sério. São também bons exemplos, os testemunhos do Moneymaker e do Negreanu, mas mesmo esses foram adaptados para encaixar na imagem global que se pretendia impingir. Focar a entrevista nos conselhos do Negreanu a aconselhar os jovens a não terem pressa e a aproveitar a vida ou do Chris a dizer que o “field” está muito duro, não deixam de ser bons conselhos, mas não consigo dissociar a imagem subconsciente da linha principal “Bons rapazes, afastem-se do vício do demónio!” .
Não entendo como se pode não focar numa reportagem com pano de fundo um torneio destes, a evolução e o trabalho que a grande maioria dos jogadores tem de ter para lá chegar. Nas conversas que mantive com os repórteres, referi várias vezes que é de vital importância que as pessoas percebam a grande diferença que existe entre o poker e os jogos de casino. A começar pelo simples facto de que no poker jogarmos contra pessoas e não contra o casino. Pelos menos, essas palavras foram mencionadas.
Que grande salgalhada!
Mas para além do mau, houve ainda pior:
- a começar pela grande confusão na definição do jogo metendo no mesmo saco poker e “vídeo poker”. Pior, envolver o poker no mercado clandestino de máquinas de jogo;
- dar um exemplo de uma pessoa viciada em jogos de azar que não entra no casino há 3 anos e relacioná-la com o poker que apenas está legalizado há pouco mais de 2 anos;
- apresentar testemunhos de um psicólogo, supostamente especializado em apoio a pessoas com problemas com o jogo, que parece nem conhecer a diferença entre o poker e os restantes jogos de casino e que praticamente nem fundamenta as suas opiniões;
- apresentar como exemplo genérico de jogador de poker, o Chad Baptista, ex-presidiário e cheio de diamantes, que não passa de um caso muito específico. E com tantos jogadores normais ali disponíveis;
- servir os interesses dos casinos, dando-lhes tempo de antena para manifestarem a sua amargura por não terem uma fatia das receitas do poker online;
- transmitir a ideia generalista de que os pálidos jogadores de poker são sujeitos que se fecham nos quartos e que não aproveitam a vida apenas porque um jogador simplesmente não gosta de praia;
- dizer que apenas 2 dos 10 portugueses identificados não pagaram a entrada o que é falso. Penso que apenas 3 pagaram do seu bolso. Essa pergunta foi-me feita, os repórteres sabiam a verdade;
- passar o testemunho de um suposto ex-jogador que deseja nunca mais cair na tentação de voltar a jogar e ter, perante dele, um ecrã com uma casa de poker online aberta;
- depois de tanto se falar em vício, terminar o programa apelando às pessoas para ligarem para um número de valor acrescentado com o pretexto de poderem ganhar 5 mil euros, é, no mínimo, irónico.
Mau demais
Todos percebemos que o poder da comunicação social é imenso. São capazes de moldar opiniões, por isso a sua responsabilidade é enorme. Para além da gritante falta de profissionalismo, isto vai um pouco mais além, mas vou-me ficar por aqui porque não tenho provas para fundamentar a impressão que tudo isto me dá.
Como disse o Nuno Coelho num fórum, e depois de tanto trabalho nos últimos anos a dar a conhecer o que é o poker, “lá vamos nós começar tudo do zero outra vez”.

Nada melhor que um testemunho real e na 1º pessoa, de alguem que sempre se pautou por uma postura cordial,correcta, e realista daquilo que é mundo do poker.
Temos pena que tenhas passado por isto, mas felizmente não apareceste na reportagem ao contrario de outros colegas, que tiveram o azar de passarem aquilo que nem eles pensavam.
é triste o que se passou, entramos no mundo do o que sera a etica, a verdade..ou o mundo de lobbys…….
abraço e continua a brindar-nos com mais exitos.
MOLICEIROS
DAVID CÂNDIDO
February 9th, 2010 at 22:56permalink
Muito bem Tomé. Fico triste por a tua parte não ter passado, mas contente por não seres associado ao degredo que aquela reportagem transmitiu, degradante que foi o trabalho jornalístico da mesma.
Abraço
addict
February 9th, 2010 at 23:16permalink
Muito bem escrito. É de facto lamentável.
Parabéns pelo blog
Abraço
Paulo Pereira
TUBARAO23
TUBARAO23
February 9th, 2010 at 23:49permalink
Embora seja um assunto infeliz, parabéns pelos teu artigo.
Felicidades para o teu blog!
Abraço,
Luís Sousa
February 9th, 2010 at 23:53permalink
Excelente texto TC. Directo como sempre.
abc
Nya
February 9th, 2010 at 23:56permalink
Ainda hoje ao almoço com uns amigos tivemos a falar à cerca da reportagem e a ideia generalizada foi precisamente a que tu transmites neste post.
Realmente é pena que se façam reportagens “encomendadas” deste tipo.
Portis
February 10th, 2010 at 00:42permalink
O texto está muito bem redigido. Concordo com alguns pontos, e não tanto com outros. Mantenho a opinião que dei no forum do poker pt (johny rambo)…jogadores profissionais como os apresentados no quarto de hotel, deveriam ter sido mais prudentes. Não deveriam ter dado entrevistas àquela hora, e muito menos, na intimidade do quarto do hotel a jogar simultaneamente Pokeronline.
Relativamente aos outros testemunhos (exceptuando os dois viciados), como o João Nunes, o Luís Medina, o Rui Milhomens, o dono do antiquário, ou o estudante de engenharia, estiveram todos muito bem, dando respostas bastantes sensatas e reveladoras de uma maior maturidade e experiência.
Tenho sido algo incompreendido no forun da Poker Pt (por alguns usuários), por dar as minhas opiniões sobre o Poker. Não quer dizer que estejam erradas ou certas, são apenas os meus pontos de vista.
Quero, por isso, se me permite, pedir que este blogue seja um espaço de tertúlia onde possamos debater sobre opiniões, estratégias, jogadas,…, do poker.
O facto de dizer que no Poker a sorte tem um peso fundamental (sobretudo nos torneios), não quer dizer que goste menos do poker que os outros, ou, ache o Poker um jogo semelhante à roleta dos casinos.
Abraço
Johny
February 10th, 2010 at 00:55permalink
Parabéns por este comentario. È bastante importante ter a visão de pessoas que estiveram lá nas Caraibas na altura. Além do teu comentario tb tive a oportunidade de ler o do Jomamé e de constatar a má fé dos jornalistas da SIC.
… é simplesmente hilariante (qto será que esta Sra. recebeu de gorgeta….). E isto para induzir no telespectador que os jogadores q estiveram no torneio são todos uns “viciados” q nem sequer saem de casa…
. Tenho que assaltar uma Bomba de Gasolina para melhorar o meu Skil e transfomar-me num melhor jogador de poker????? Tudo isto para induzir a ilegalidade do jogo e fazer querer que os jogadores de poker são todos uns criminosos ou então terão tendencia para o serem…
.
O que se passou não me supreende em nada. Aliás, já não é a primeira vez que isto acontece. Aproveitaram-se, da ingenuidade dos membros mais jovens da nossa comunidade, para realizarem esta reportagem numa linha sensacionalista já pré-defenida antes de sairem de Lisboa.
E, é nalguns pequenos pormenores que é absolutamente notória a má da SIC:
- encontrar uma massagista Brasileira que, enquanto trabalha, observa as mesas e os jogadores, e que o mais revelador desta prespicaz observação é o facto que todos eles são muito “pálidos”…
- E que importancia relevante, tem para a reportagem, o facto de lá estar um jogador luso-americano que já foi preso por assalto. Será que estes jornalistas fizeram um profundo trabalho de investigação a fim de saberem o registo criminal de todos os participantes…
Não me vou alongar mais, mas se repararem bem, há muitos mais pormenores destes em toda a reportagem.
No entanto, acho que poderiam ter feito uma reportagem em que os aspectos positivos e negativos deste jogo sejam discutidos. Embora sejam casos extremos e que a grande maioria dos jogadores só joga para se divertir e que as somas ganhas ou perdidas são perfeitamente normais comparativamente com outros hobies.
MODEX
February 10th, 2010 at 03:56permalink
Ahhh…. mais uma coisa….
e só vi a reportagem hoje na net…
Como ja´estava á espera disto, e para não “recomeçar do zero”, “obriguei” toda a gente lá de casa a mamar com as novelas da TVI….
MODEX
February 10th, 2010 at 04:01permalink
Muito bem TC,
tu e o João Barbosa foram bem testemunhas do que se passou com esses pseudo-jornalistas que passaram e curtiram á brava no Bahamas, e de reportagem fizeram um autentico LIXO!!!
Padretopa
February 10th, 2010 at 05:27permalink
Excelente texto Tomé!
Parabéns pelo Blog.
Abraço
Kinas
February 10th, 2010 at 10:02permalink
Parabéns pelo texto. Vejo que não apareceste na reportagem porque tudo o que lhes disseste não tinha interesse para o objectivo deles.
Abraço.
jotap
February 10th, 2010 at 11:35permalink
Muito bem.
A ideia com que fiquei nas centenas de mensagens, é que grande parte das pessoas estavam à espera de uma reportagem pró poker, daí a revolta a que se assiste.
Penso que essa abordagem seria ainda mais perigosa.
No entanto comparar o poker com jogos de máquinas e de azar é de uma falta profissionalismo atroz.
Em vez de darem tanto tempo de antena a um “desgraçadinho” que passava 12 horas por dia num casino e a outro sujeito anónimo que nem sei bem como o classificar, o dessem a pessoas como tu, decerto teriamos um produto de qualidade pois seriam abordados os prós e os contras desta modalidade mas com isenção e know how.
Abraços e boa sorte para o blogue (vou ficar seguidor) e para as mesas.
(vallis)
Paulo Barbosa
February 10th, 2010 at 12:00permalink
Bom Post Tomé
É importante saber que tiveste cuidado de alertar e “perder” tempo com os jornalistas.
Isso só reforça mais que eles agiram com má fé.
Bom Trabalho
Tacuara
February 10th, 2010 at 12:37permalink
Excelente! Espero que escreva mais posts da mesma qualidade. Acho muito interessantes as temáticas que se propõe abordar, no seu post anterior.
Vou seguir com atenção.
André Alves
February 11th, 2010 at 00:57permalink
Boa noite a todos
Acho que não existe mais nada a acrescentar, ou existe tudo a acrescentar. No entanto, a razão do meu Post é só para que saibam, todos,incluindo ASAEs e Inspecção dos Jogos, de que em Espanha se pode comprar malas de Poker em qualquer local que as venda porque lá, ao contrário do que se passa no nosso País, essas entidades não andam em cima porque cada um é livre de comprar e ter o que quer em sua casa.
Sinceramente não entendo com que direito essas entidades me dizem a mim, cidadão, que não posso comprar e ter uma mala de poker em casa. É essa a liberdade que temos neste País? Qualquer dia proibem-nos de comprar CDs e DVDs virgens…
Realmente foi uma vergonha de reportagem e é uma vergonha esses Srs. confiscarem tudo o que lhes interessa.
Admira-me nunca terem confiscado baralhos de cartas…é que as pessoas que os compram podem muito bem ir jogar à Lerpa a dinheiro…:)
Bem haja para todos.
hugovlopes
February 11th, 2010 at 02:27permalink
Gostei de te ler e concordo completamente com tudo.
Infelizmente não tive, por motivos PROFISSIONAIS (e não de jogo), tempo para redigir uma boa resposta a esta triste reportagem. Optei por preparar uma resposta “à altura” antes de a enviar para vários sites da internet. Contudo um amigo mandou-me este link para ler o teu comentário e… a minha azia voltou! “Tenho que meter aqui aquilo que escrevi em pouco mais de 5 minutos” pensei eu. Então cá vai:
“Não é normal a SIC fazer uma Grande Reportagem tão má como esta. Lamentável a contra-informação, a procura pela (pouca) podridão existente no mundo do poker, pelos jogadores viciados e compulsivos, pelos jogos de azar dos casinos.
Infelizmente não tenho muito tempo para comentar, de um modo mais argumentado, este triste trabalho de alguns jornalistas menos informados ou com outro tipo de interesses. É incrivel como é que os seus superiores deixam passar um trabalho destes em horário nobre. O dinheiro fala sempre mais alto!
Gostaria de frisar bem alguns aspectos:
1º – O Poker é um jogo complexo onde também existe o factor sorte. Não precisa de ser jogado a dinheiro. Um jogador pode jogar 1 torneio (onde se paga apenas a inscrição e nada mais do que isso) por menos que 1 cêntimo ($0.01)!
2º – “Bons” jogadores com boa gestão de banca (existem regras básicas ou mais complexas) conseguem jogar poker online durante anos sem perderem 1 cêntimo!
3º – O poker online é jogado por milhões de pessoas. A grande maioria joga muito dentro dos seus limites e apenas pelo prazer de jogar. Não jogam para viver do poker porque os ganhos ou perdas são muitos baixos.
4º – Os casinos portugueses é que cobram valores muito elevados para se jogar poker. Os cash games (onde cada ficha corresponde a um determinado valor) dos casinos são caríssimos e inacessíveis a 99% dos jogadores amadores que queiram respeitar as tais regras de gestão de banca acima mencionadas. Essas tais mesas de casino é que podem provocar grandes perdas à grande maioria dos jogadores de poker amadores. Os profissionais e semi-profissionais dessas mesas têm muito mais hipóteses de ganhar que os outros. Essas mesmas mesas no poke ronline podem ser jogadas a 1/2 cêntimos por blind (o equivalente à casadela na lerpa).
5º – O vício no poker online é um problema das pessoas e não do jogo. Há pessoas que se viciam em tudo e mais alguma coisa. Online há mais vícios do que possam pensar. Há viciados em todo o tipo de jogos (mesmo sem ser a dinheiro), sites de apostas, fóruns, chats, vidas virtuais, Hi5´s, facebook’s, pornografia, pirataria de filmes e músicas, blogs, etc., etc..
6º – Quem luta (com muitas horas de estudo e de trabalho) para conseguir viver apenas do poker não pode ser considerado um esquisitóide. Poucos irão chegar a um nível profissional mas é como em todas as profissões e carreiras. Normalmente estes que estudam o jogo SABEM fazer a gestão da sua banca (dinheiro ganho no poker e que é parcialmente usado para novos jogos). Essa gestão tem regras e é como gerir o nosso dinheiro em casa. Não esquecer que a grande maioria dos portugueses NÃO SABEM gerir os próprios salários e créditos bancários.
7º – Cada qual faz aquilo que gosta mais de fazer desde que não prejudique terceiros. O facto de alguns preferirem jogar poker 12 horas por dia é, para mim, incrivel. No entanto podiam ter mostrado que a grande maioria dos jogadores profissionais ou semi-profissionais jogam muito poker mas convivem muito saudavelmente com os outros. Para isso tinham que dar mais tempo de antena ao Jomané ou ao João Barbosa para eles poderem explicar tudo direitinho. Preferiram mostrar figurinhas que não são exemplo de uma sociedade gigante.
8º – Quem joga poker caro não vai para uma mesa de cash game (dinheiro vivo) para recuperar o buy in (valor pago para jogar um torneio) de um torneio. A grande maioria desses jogadores já são semi-profissionais (ou profissionais) e SABEM gerir bem a sua banca. Jogam cash games ou torneios paralelos para ganhar e não para recuperar perdas. É uma regra BÁSICA para todos eles. A reportagem podia ter mostrado com clareza que as high stacks são apenas para quem pode se sabe. É óbvio que há sempre alguns que por serem menos bons podem perder a cabeça e perder muito dinheiro baixando bastante a sua banca. Mas o poker não só high stacks!
9º – Dentro da comunidade do poker não existem tantos casos como aqueles que tanto quiseram mostrar na reportagem. Nos casinos existem MUITOS mais casos. O poker nos casinos é CARÍSSIMO e isso ainda vai piorar a situação. A GRANDE MAIORIA dos jogadores amadores de poker NÃO DEVEM jogar poker em casinos porque não têm banca para isso.
E tinha muito mais para dizer. Não tenho é tempo. Peço desculpa pelo modo trapalhão como escrevi mas teve que ser a correr.
Em resumo, a reportagem foi má, enganadora, imparcial e irresponsável. É lamentável que a grande maioria dos que jogam pelo prazer do jogo (dos melhores jogos de cartas que joguei até hoje) ainda venham a ser mais discriminados após tão mau trabalho de investigação de alguns pseudo-jornalistas. Até o final, com o par de ases, consegue ser contraditório.”
Logo que possa irei ver novamente a reportagem de modo a poder responder, de um modo melhor argumentado, a todas as falsidades que aí foram ditas.
Cumprimentos,
DanielPT
DanielPT
February 11th, 2010 at 20:36permalink